Quando eu era criança, o brinquedo que tomava a maior parte de meu tempo livre não eram os videogames. Talvez pelo fato de seu uso ser regulado em minha casa, afinal, segundo minha família, eles eram terríveis aparelhos capazes de estragar televisores dos mais diversos modelos. Meu brinquedo favorito era o Forte apache. Diorama, era isso que nós fazíamos, aprendi anos mais tarde, já na faculdade. Aquilo que fazíamos, quando pegávamos as figuras, índios e soldados e montávamos cenários de batalhas incríveis no forte ou no acampamento indígena. Talvez a minha geração tenha sido a última a se divertir com o clássico brinquedo "Forte Apache". Seja brincando de Forte Apache, lendo os quadrinhos luxuosos de Rino Albertarelli ou assistindo matinês de Faroestes B na TV Record, esse cenário "oestino" sempre me fascinou.

O jogo aí ao lado foi o primeiro videogame de faroeste que conheci: "Duelo no velho Oeste", tradução do jogo americano Gunfighter, do Odyssey2. Acho que esse foi um dos games que mais joguei no velho Odyssey, mais pelo fato de ser um jogo de Faroeste do que por qualquer outra coisa. Aliás, as caixas dos jogos do Odyssey são um caso a parte. Não é a toa que é um console altamente colecionável. A foto abaixo mostra o gameplay do jogo.


Quando comecei a freqüentar o fliperama de Frutal, um ambiente deveras saudável para um garoto de uns 8 anos, me deparei com um jogo que me chamou a atenção de imediato. Era o clássico Gun.smoke, mas nós o chamávamos de Faroeste mesmo... O gabinete era convidativo e me lembrava a capa de "Duelo no Velho Oeste", embora aquela imagem fosse apenas um clichê do gênero. Na prática, porém, eu achava aquele jogo muito difícil. Mas isso não me impedia de gastar várias e várias fichas, sempre com aquele cara, geralmente mais velho, pedindo pra passar de fase pra gente, o que era recusado de imediato.
Com o passar dos anos, quando o Odyssey já parecia velho e bobo demais para ser jogado (que me perdoem os deuses do videogame), eu tentava descobrir novos jogos desse gênero que tanto me interessou. Folheava a Ação Games e a Videogame em busca de informações, mas eram poucos e raros os jogos ambientados .

Então veio o Super Nintendo. E com ele um dos melhores jogos que a Konami já produziu: Sunset Riders. Creio que Sunset Riders era tudo o que sonhava em ver em um videogame de faroeste. Era divertido, muito engraçado, repleto de malfeitores, diligências e tiros... Muitos tiros... Sunset riders é um desses jogos que você jamais esquece. PS: A foto aí ao lado é a versão do arcade.
Quando, em 1995, um dos primos d


O jogo mais recente de faroeste que joguei foi Red Dead Revolver. Embora, em minha opinião, não tenha mais aquele charme de antigamente, é um jogo interessante, embora pra mim Red não é nome de pistoleiro! Foi um dos poucos jogos de PS2 que tive paciência de jogar até o fim.